Identificação asséptica de polissorbatos usando Raman portátil
Contexto e Problema
Os polissorbatos são amplamente utilizados nas indústrias alimentar, cosmética, farmacêutica e biofarmacêutica, especialmente em:
- medicamentos injetáveis (parenterais)
- culturas celulares
Devido a requisitos regulatórios, é essencial identificar as matérias-primas antes da produção.
👉 Problema crítico:
- Os polissorbatos são sensíveis à luz e ao oxigénio
- São armazenados em frascos âmbar espessos
-
Abrir a embalagem pode:
- comprometer a esterilidade
- degradar o material
O uso de espectroscopia Raman portátil permite:
- Identificação sem abrir o recipiente
- Eliminação de preparação de amostras
- Preservação da qualidade e esterilidade
A análise através de frascos âmbar gera:
- Interferência por fluorescência, especialmente com lasers de 785 nm
Estudo Experimental
Foi realizado um estudo para verificar se é possível:
-
Identificar e diferenciar:
- Polissorbato 20
- Polissorbato 80
- Provenientes de 3 fornecedores diferentes
- Diretamente nos frascos originais
Metodologia:
-
Comparação entre:
- Raman portátil 785 nm
- Equipamento Progeny (1064 nm)
Resultados principais:
- O laser de 1064 nm reduz significativamente a fluorescência
- Espectros de alta qualidade foram obtidos através do frasco
-
Diferença chave entre compostos:
-
Polissorbato 80 apresenta um pico adicional em 1650 cm⁻¹
(associado a grupos monooleato)
-
Polissorbato 80 apresenta um pico adicional em 1650 cm⁻¹
Conclusão
-
A identificação por Raman portátil (especialmente a 1064 nm):
- É rápida e fiável
- Permite análise não invasiva
- Mantém a esterilidade e integridade do material
- O desempenho depende do tipo de embalagem, mas é eficaz mesmo em frascos âmbar

